Religiões

Por norma sou sempre aquele a quem chama "do contra".
Educado na mais conservadora e normal família de classe média trabalhadora, na mais moral da religião católica, percorrendo todos os degraus na ascenção da "vida académica religiosa" de um católico devoto tendo como culminar a sagrada benção do sacramento do Crisma e posteriormente tendo pertencido aos mais diversos grupos e movimentos de jovens católicos (inclusivé, vejam lá bem fui CATEQUISTA), aos 16 anos decidi que isto não era vida para mim.
Nada Contra nada a Favor, mas religião de um lado, e eu do outro. No entanto tive, continuo a ter e continuarei de certeza a ter grandes amigos católicos, sacerdotes ou devotos.
 
Karl Marx uma vez disse "a religião é o ópio do povo". Nada mais acertado que esta afirmação.
 
A fé e a religião da minha perspectiva são óptimas para apanhar grandes "mocas". Tudo o que é bom é a fé e senhor Deus que nos dá, o que é mau foi Deus também que deu, por que o homem tem que sofrer para expiar o seus pecados.
 
Irrita-me solenemente este tipo de ideia dos católicos e de todas as religiões em geral.
 
A religião vicia e cega os crentes, deixa-os sem capacidade de raciocínio inteligente.
 
Não é nenhum Deus que me paga o ordenado ao fim do mês, não é nenhum Deus que me cura de uma doença, não é nenhum Deus que me pôe comida em cima da mesa. Sou eu, somos nós, é o ser humano que trabalha luta e resiste para ter uma vida melhor.
 
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Uma resposta a Religiões

  1. wfonseca diz:

    Só não te insulto, porque provavelmente este texto será lido por mais pessoas!
    Mas gostaria de salientar o seguinte:
    1.  Quanto à questão da Religião, estás a depositar um sentimento de não sei o quê e acho que também não sentes isso que dizes;
    2.  Não percebo uma coisa! Acho que Fé e Orientação Religiosa Católica, podem perfeitamente andar em separado, em contextos diferentes e culturas diferentes.
    3.  Não deves por tudo no mesmo saco!
    4.  Concordo com a ideia implicita no teu texto que a Religião Católica deve-se modernizar em termos de ideias, objectivos e fundamentalmente em como fazer chegar às pessoas a mensagem do bem. Quando eu digo "bem" não é santinhos, anjos, missa, côro, batas brancas e o resto que arquitecta e compõe a igreja actualmente, mas sim, "bem" de tentar fazer o melhor, tentar pensar nos outros (porque nós, somos os outros para os outros!), tentar arranjar um modelo de vida para as gerações seguintes, ser mentor de coisas que evoluam no sentido de progresso aconómico, cultural e social. A Igreja tem esse papel na nossa sociedade, as pessoas é que não a querem ver neste contexto. E COM ISTO TE DIGO MEU AMIGO, ACHO QUE OLHAR, SENTIR E PERCEBER A RELIGIÃO NÃO É SÓ TIRAR CONCLUSÕES SUPERFICIAIS, MAS SIM OLHAR COMO PILAR DE EQUILIBRIO!
     
    gostaria de continuar, mas numa outra oportunidade voltarei a dizer algo!
     
    Um abraço
     
    wfonseca
     
     

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